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Assunto: Alimentação
Título: Carbohidratos
Autor: Ana Helena Chagas Ramos,Luiz Makoto Ishibe

Carbohidratos são a fonte primordial de energia do nosso organismo. Quando ingerimos o carboidrato, este é digerido (a cadeia é quebrada até se chegar na forma simples – glicose) e absorvido. Esse produto é metabolizado no fígado e armazenado no próprio órgão e nos tecidos musculares em forma de glicogênio (polímero de glicose).

O glicogênio do fígado controla a glicemia (taxa de açúcar no sangue), enquanto que os armazenados nos tecidos musculares são utilizados para gerar energia que necessitamos para nos exercitar. O sangue é o veículo transportador da glicose para o resto do corpo.

O que é importante de se entender é que, fora o fígado, apenas os músculos podem armazenar o glicogênio. Os órgãos não musculares, incluindo o cérebro, retira a glicose diretamente do sangue. Se a taxa de glicose no sangue cair abaixo da concentração crítica, o organismo entra no processo hipoglicêmico. Isto estimula a quebra de gorduras em ácidos graxos, ajudando no fornecimento de energia. É um processo mais lento e que ocorre em atividades físicas prolongadas com esforço físico moderado. Porém, as gorduras fornecem energia, mas não mantém o nível de glicose no sangue. Assim, a ingestão de carboidratos é fundamental.

Na nossa vida cotidiana associamos produtos como massa e batata como fonte de carboidratos. Se ingerirmos alimentos que contém carboidratos como macarronada, pão, batata ou mesmo uma barra de chocolate, eles têm que ser digeridos (processados), absorvidos na forma de glicose, transportados para o fígado e distribuídos para os tecidos musculares antes de poderem ser queimados para a liberação da energia. Todo esse processo leva tempo e ainda existe o agravante de ser a digestão um processo que, assim como esforço muscular, requer energia.

Então vem a pergunta: existe uma forma de conseguirmos repor rapidamente a glicose queimada sem gastarmos mais energia com o processo digestivo? Para a nossa felicidade, a resposta é sim.

Quando se está em atividade física, sempre é bom estar repondo a energia gasta antes que você comece a sentir a sua falta. A forma mais eficiente de se fazer isso é estar ingerindo açúcar em forma simples (glicose). Hoje existe uma infinidade de produtos no mercado para esse fim. Eles podem ser encontrados em forma de gel, sólido (barras) e até como pó para diluição em água.

A forma mais barata de se fazer a reposição de glicose é com maltodextrina (que pode ser encontrada nas lojas de vitaminas e suplementos), mas o usuário não deve violar a concentração máxima recomendada para não provocar o efeito diabete. Maltodextrina dissolvida na água pode ser levado em cantil, caramanhola ou nas bolsas de sistemas de hidratação. Os produtos mais sofisticados são caros, mas alguns deles já vêm balanceados com vitaminas, sais e até BCAA.

Mas nem tudo é maravilha nesse mundo tecnológico. É errado você pensar que consegue repor toda energia gasta em atividade física intensa de longa duração no decorrer da própria atividade. Então, é importante que você crie procedimentos no cotidiano para poder aumentar ao máximo a sua reserva natural de glicogênio muscular.

Para esse fim você deve incorporar um programa de treino adequado com o seu objetivo e manter uma dieta que consista de cerca de 60% em carboidratos. Assim o seu organismo vai estar condicionado a manter uma boa reserva e terá assim a fonte onde buscá-la quando precisar.

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