Alimentação
Alimentação
Ambientalismo
Ambientalismo
Corrida de Aventura
Corrida de
Aventura
Esclada
Escalada
em rocha
Escalada em gelo
Escalada
em gelo
Light & Fast
Light & Fast
Mountain bike
Mountain Bike
Montanhismo
Montanhísmo
Saúde e cuidados médicos
Saúde e
Cuidados
Médicos
Tecnologia dos Tecidos
Tecnologia
dos Tecidos
e Vestimentas
Assunto: Alimentação
Título: E na prática?
Autor: Ana Helena Chagas Ramos,Luiz Makoto Ishibe

Já que falamos sobre um monte de conceitos, vamos tentar ajudá-lo agora a por em prática tudo isso. É muito lindo dizer coisas do tipo: você deve estar repondo pelo menos 150 kcal de energia por hora (ou 1500 kcal em 10 horas, nada mau, hein?) ou coisas assim. Mas colocar isso em prática é outra história.

Você pode não gostar do sabor da maltodextrina. Os produtos em forma de gel podem te dar náuseas. As barras podem ser intragáveis em grande quantidade.

Do nosso ponto de vista, você deve começar todo o planejamento com a hidratação. Quanto de água você pretende consumir e de que forma. Tendo isso fica mais fácil pensar em termos de carboidratos e sais.

A maltodextrina pode ser diluída diretamente na água que você toma. Para fazer isso recomendamos que a utilize no estado puro e não aquelas com sabor, pois são menos enjoativos. Também recomendamos que não trabalhe com concentração muito alta, algo em torno de cinco colheres de sopa por litro de água funciona bem pois a absorção é mais rápida.

Os produtos em gel e barras energéticas esportivas (não confundir com barras de cereais) são em geral caros, mas os melhores produtos vêm turbinados com sais, aminoácidos e até vitaminas. O problema é que a maioria das pessoas não conseguem comer uma quantidade significativa de barras. O gel facilita um pouco a coisa, mas também pode ser enjoativo e tem o agravante de gerar lixo grudento que meleca tudo.

Uma forma de otimizar a ingestão de gel e minimizar o problema do lixo é preparar uma solução diluída em caramanholas ou cantis. Você pode espremer até 10 sachês de gel (ou de acordo com o seu gosto) em uma caramanhola e completar com água. Fica bem mais fácil tomar essa solução do que o gel no estado puro, mas note que maioria dos produtos disponíveis necessita um volume determinado de água para ter o máximo rendimento. Se o volume do seu recipiente não conseguir atingir a proporção ideal, você deve ter outra fonte de água para completar a diferença. Outra vantagem desse sistema é criar uma forma limpa e prática de reposição para atividades como ciclismo e MTB.

No entanto, se você for praticar atividades muito longas (tipo 10 horas ou mais), tome um pouco de cuidado em não exagerar na dose. Muito gel e/ou barra pode causar azia, aftas e até flatulência (os populares gases intestinais).

Além do mais, quando se fala em atividades como corrida de aventura, é importante que você coma alimentos normais na medida do possível. Os produtos tecnológicos em glicose agem rápido, mas por essa mesma razão não duram muito tempo. Produtos como batata, frutas, bolachas e queijos podem até não agir de imediatomas são muito mais consistentes, fornecendo energia de forma contínua e prolongada.

Nesse sentido, a forma ideal para esses casos seria você consolidar o alicerce alimentar com fontes convencionais de carboidrato e incrementar a reposição imediata com glicose, sais e alimentos esportivos.

A reposição de sais pode ser feita com produtos específicos para uso esportivo, mas na sua falta, pode-se tomar produtos encontrados nas farmácias para tratamento de desidratação. Este segundo grupo consiste de produtos que não são completos, normalmente carregados em sal de cozinha. Então convém você verificar bem a composição e fazer a complementação necessária.

Existem atletas que preparam repositor eletrolítico com tudo que necessitam, na devida proporção. Esse produto é diluído na água em uma bisnaguinha (micro-caramanhola) e ingerido periodicamente. Se você pretende fazer o mesmo, consulte primeiro um nutricionista. A proporção e quantidade variam de acordo com a atividade, nível de intensidade e da sua fisiologia.Um outro problema que temos nesse meio é o fato das pessoas generalizarem atividades físicas de longa duração como sendo um procedimento aeróbico. No entanto, existem atividades em que a variação de ritmo ou amplitude de movimento deflagra o sistema anaeróbico.

Por exemplo, o mountainbike de competição na categoria cross country é tido convencionalmente como uma atividade aeróbica. No entanto, quem pratica sabe que a prova consiste em sequências de explosão com curtos intervalos de recuperação. Nesse tipo de regime, você viola o limiar anaeróbico a toda hora e isso faz com que você acione o ciclo de ATP-CP para gerar energia. Mesmo numa atividade básica como caminhada, se você estiver em ambiente com terreno acidentado ou carregando mochila pesada, pode estar dando picos anaeróbicos nos movimentos de amplitude maior (tipo subir degraus).

Nestes casos fatalmente você vai produzir ácido lático. O seu acúmulo vai deixar você doído e travado – se bem que o Biprofenid pode te ajudar bastante neste caso. Conhecemos pessoas que chegaram a tomar mais de 10 comprimidos de Advil durante uma prova de Ironman, mas essa dose está bem acima do recomendado.

Al. dos Nhambiquaras, 946 - Moema - São Paulo - Tel.: (11) 5052-8082