Alimentação
Alimentação
Ambientalismo
Ambientalismo
Corrida de Aventura
Corrida de
Aventura
Esclada
Escalada
em rocha
Escalada em gelo
Escalada
em gelo
Light & Fast
Light & Fast
Mountain bike
Mountain Bike
Montanhismo
Montanhísmo
Saúde e cuidados médicos
Saúde e
Cuidados
Médicos
Tecnologia dos Tecidos
Tecnologia
dos Tecidos
e Vestimentas
Assunto: Escalada em Rocha
Título: Sistemática de segurança em escalada livre
Autor: Luiz Makoto Ishibe

Quando duas ou mais pessoas se atam com corda - por intermédio da utilização de cintos-cadeirinha - forma-se a unidade básica de segurança em escalada chamada de cordada.

Durante uma escalada, os integrantes da cordada vivem um relacionamento de cooperação em que um deles, fixo num ponto seguro em determinado ponto da via, ministra a segurança para a progressão do outro. Assim, pelo menos nos casos convencionais, sempre há uma pessoa solidamente fixa na parede durante o ato de progressão do outro.

Quando um dos integrantes realiza uma progressão ativa enquanto outro executa o procedimento de segurança, o escalador que progride é chamado de guia.

Numa progressão passiva, isto é, quando um escalador executa os movimentos por um local onde o guia já passou, esse é chamado de participante.

A grande diferença entre os dois escaladores é o fato de que o guia recebe a segurança de um escalador que está abaixo, enquanto o participante recebe a segurança de cima. Obviamente essas posições não são fixas, podendo haver alternância no decorrer da escalada.

Durante a progressão, o guia passará a corda pelos pontos de segurança (móveis ou fixos) na parede. Se por algum acaso ele vier a sofrer uma queda, basta que o segurador trave a corda. O guia cairá até ficar pendurado no último ponto de proteção.

O participante por sua vez, salvo nas escaladas que consistem em travessias, estará recebendo a segurança de cima. Neste caso, se ele se soltar da superfície rochosa, simplesmente ficará pendurado pela corda, uma vez que esta será recolhida pelo seu segurador à medida que a progressão for acontecendo.

O critério para a definição do guia e do participante é pessoal. Os próprios escaladores definem isso usando o bom senso.É comum os integrantes se revezarem a cada enfiada caso se trate de escaladores de níveis semelhantes. Nos casos em que um dos escaladores é tecnicamente superior ao outro, pode-se planejar uma distribuição de acordo com a dificuldade das enfiadas.

Não existe um critério que imponha a um escalador a tarefa de ser guia ou participante. O ato de guiar deve ser, acima de tudo, o fruto de um desejo pessoal.

Uma pessoa deve sentir vontade, assim como segurança psicológica e domínio técnico antes de começar a guiar. Deve-se ter sempre em mente que guiar é um ato muito sério e de grande responsabilidade. Salvo em escalada esportiva, sair subindo na ponta da corda apenas para experimentar ou ver do que se trata sem estar realmente preparado para a tarefa pode não ser uma boa idéia.

Al. dos Nhambiquaras, 946 - Moema - São Paulo - Tel.: (11) 5052-8082