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Tecnologia dos Tecidos e Vestimentas |
Muitas pessoas escolhem os equipamentos com base no formato ou na cor do produto sem questionar sua procedência, projeto ou mesmo a necessidade daquele item. A questão básica para a escolha de equipamentos é a seguinte: saber para que fim cada material foi projetado e que tipo de uso se quer fazer dele.
Isso fica mais claro quando consideramos produtos já consolidados no mercado. Por exemplo, se você necessita de um veículo para cruzar o Deserto do Saara, nunca vai escolher uma Ferrari. As Ferrari são sem dúvida carrões, mas não servem para o deserto.
O mesmo tipo de raciocínio vale para os equipamentos de escalada. Até mesmo a concepção de materiais básicos, como mosquetões e cadeirinhas -pelo menos os de boas marcas - é resultante de projetos distintos.
E por falar em marcas, aí está mais um ponto. Os cuidados e o grau de sofisticação que envolvem o processo de fabricação e controle de qualidade diferem de companhia para companhia. Dessa forma, nem sempre uma comparação direta de preços é realista. Retomando a analogia dos carros, você não pode classificar os automóveis Lada e Mercedes na mesma categoria. O único ponto em comum entre as duas companhias é o fato de fabricarem carros.
Qualquer material é bom enquanto o nível técnico do usuário não for superior ao nível técnico que o equipamento pode oferecer. Quanto mais exigente o usuário, tanto melhores têm que ser os seus brinquedos. Não adianta dar um Fusca nas mãos do Schumacher e pedir para ele vencer um GP. O fator limitante está no equipamento.
Com esses argumentos acredito que fica claro que o espírito da coisa não é sair gastando dinheiro com os materiais mais caros do mercado, mas fazer uma compra dimensionada para o seu nível de exigência já que o objetivo final é a eficiência.
Deve-se ter em mente que a eficiência, acima de tudo, é fruto do correto dimensionamento do conjunto. Um conjunto desequilibrado será limitado pelo item mais fraco, não importando a qualidade do restante do material.
Também se deve levar em consideração que os equipamentos sofrem deterioração com o uso. Esse desgaste é verificado principalmente nas fitas de nylon, cintos-cadeirinha e cordas. Atenção especial deve ser dada às cordas, pois mesmo aparentando ser novas (e até eventualmente sendo), dependendo do uso e quantidade de quedas grandes e/ou de alto fator, podem estar com a força de impacto superior ao valor admissível de segurança.
Cuidados extras também devem ser dados aos equipamentos, pois o nylon deteriora com a luz (principalmente ultravioleta), produtos químicos, derivados de petróleo e até cimento. Não se deve deixar nenhum equipamento tomando sol de bobeira, principalmente os que são tingidos com cores vivas (a deterioração destes pode ser 4 ou 5 vezes superior a do nylon cru)
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