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Tecnologia dos Tecidos e Vestimentas |
Corda com alma exposta e comprometida.
Nem sempre uma corda sem uso é uma corda em bom estado. Uma corda guardada por mais de dez anos perde a garantia de fábrica. Existem fabricantes que inserem uma fita no interior da corda com os dados relativos a fabricação e lote.
Da mesma forma, nem sempre uma corda nova, em termos de uso, e em bom estado visual é uma boa corda. Sempre é uma boa idéia deixar uma marca no ponto de 5m a partir das pontas pois com isso pode-se monitorar o grau de deformação permanente que o material sofreu.
Se você estiver trabalhando vias com quedas de alto fator, em dois ou três dias a ponta pode já estar deformada e a alma empelotada (e muitas vezes parcialmente derretida) até o ponto de comprometimento. Se a corda estiver com um grão de areia metida na alma, as fibras podem estar sendo cortadas no decorrer do uso. Nestes casos, a corda ainda pode conservar a aparência maravilhosa de um material novinho em folha.
Dito isso fica claro: O estado da corda no que se refere a segurança e confiabilidade não depende do aspecto visual. Este é um equipamento delicado que deve sofrer checagens regulares.
É recomendável que uma corda seja apalpada por inteiro com certa regularidade. Se você consegue sentir empelotamentos, nódulos ou buracos na alma, por melhor que esteja o aspecto da capa, esta pode estar comprometida. Também as cordas (ou pontas) que sofreram deformação permanente da ordem de 10% não mais podem ser considerados seguros, pois o impacto tende a ficar cada vez mais forte.
Os materiais que estão com buracos na capa ou estão peludas e/ou inchadas também já deram o que tinham que dar.
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