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Tecnologia dos Tecidos e Vestimentas |
Na medida que uma pessoa desenvolve-se tecnicamente dentro dos esportes de escalada ou se especializa num determinado tipo de segmento, é comum surgir a necessidade do uso de cordas estáticas e semi-dinâmicas.
Muitas vezes isso ocorre até fora do universo esportivo propriamente dito, mas nas outras áreas como nos segmentos de resgate, segurança industrial e militar. Em muitos casos os sistemas de segurança utilizados pelos trabalhadores que atuam em ambientes expostos à potencialidade de queda assemelham muito aos sistemas utilizados nas montanhas. Os equipamentos e técnicas para operações táticas e de resgate também são semelhantes aos utilizados nos esportes de escalada.
Apesar de todas as semelhanças, estamos falando de áreas totalmente distintas que são regidas por outras exigências e normas de padronização. Assim,qualquer pessoa que queira atuar nessas áreas devem primeiro estudar e inteirar das particularidades. Os sistemas e equipamentos utilizados em situações esportivas nem sempre são adequados para segurança de trabalho ou nos salvamentos e operações táticas.
Um outro ponto diz respeito às companhias que atuam no segmento de turismo de aventura, levando clientes para fazerem cursos, instruções técnicas ou mesmo para executar atividades com fins comerciais.
Os equipamentos da categoria “individual” como o próprio nome diz, foram dezenvolvidas para serem utilizadas para fins pessoais. Nem todos os materiais disponíveis no mercado são adequados para uso pesado como em resgate e trabalho.Corda Estática: Convencionalmente chamamos de estática as cordas que possuem elongação passiva (deformação linear com peso corporal padrão de 80 kg) inferior a 2%, e que apresenta deformação linear muito baixa até sofrer tração muito próximo da carga de ruptura. Esse tipo de comportamento é muito difícil de mapear e padronizar, de forma que não existe nenhuma regulamentação para definir com exatidão o que é uma corda estática e não estática.
Note-se que nem toda corda que não é dinâmica é estática e vice-e-versa. Existem uma infinidades de cordas que apresentam comportamento ou características que não possibilita a classificação numa dessas categorias. Existem muitos produtos que podem ser considerados semi-estáticas ou semi-dinâmicas (mais uma vez, o problema da definição), além de algumas outras que possuem uma deformação cuidadosamente planejada para determinados fins. As cordas de segurança do tipo impact-rope (corda de impacto) faz parte dessa categoria especial. No entanto, mesmo o impact-rope não deixa de ser uma corda semi-dinâmica se avaliarmos apenas o comportamento da deformação sob tensão.
As cordas estáticas são materiais ideais para rapel, trabalhos de içagem (carga inerte ou pessoas), operações táticas, resgate, etc. O fato de apresentar baixíssima tendência de manifestar o efeito iô-iô, elas são muito seguras para operações que envolvem carga estática (sem choque). Mas mesmo nestes casos, se estiver utilizando uma segunda corda de segurança atada na referida carga, no caso ideal essa corda deve ser o impact-rope ou outra de característica semi-dinâmica. Se o sistema principal vier a falhar, elimina-se o risco da carga ou a ancoragem sofrer choque de impacto muito forte.
Mesmo dentro das cordas tecnicamente classificáveis como estáticas, existem materiais de diferentes características. O conjunto desses adjetivos podem ser definidos como a personalidade cas cordas, e é importante que se conheça um pouco desse gênio.
Maciez: As cordas macias são mais fáceis de se manuzera e seguram melhor o nó. Mas via de regra são menos resistentes à abrasão do que cordas com trama mais fechada, que invariavelmente são mais duras. As pessoas que estão acostumadas com a corda dinâmica de escalada tende a estranhar a dureza de algumas das cordas estáticas. O que é importante que se saiba é que trata-se de dois materiais tão distintos quanto um veículo utilitário e esportivo de luxo. As situações que requer o uso de corda estática não são as mesmas da de escalada e, dependendo da situação, a maciez esseciva pode até ser prejudicial.
Capa: A capa das cordas estáticas são confeccionados com carregadores que tecem a trama normalmente com menos de 25 bobinas de feixes de filamentos de nylon, e o ajuste é mais fechado do que os das cordas dinâmicas. A quantidade de feixes que compõe a trama é um fator importante pois quanto maior o número, apesar da possibilidade de se fabricar cordas mais macias, mais fina tende a ser a capa. Capa fina significa menos resistência à abrasão, então é bom que se procure materiais ideais para cada situação de uso.
Diâmetro: A carga de ruptura da corda é diretamente proporcional ao diâmetro em proporção logarítimica. Assim sendo, mesmo um acréscimo muito pequeno na bitola pode representar um ganho substancial na sua potência. Para se adequar ao padrão NFPA para uso pessoal (Classe I ou P), uma corda para uso pessoal tem que ter o diâmetro mínimo de 10mm e, para uso geral (Classe II ou G) mínimo de 12,5mm.
Matéria Prima: Apesar da grande maioria das cordas estáticas empregarem nylos 6 na sua confecção, esta categoria emprega pelo menos mais dois materiais: Poliéster e polipropileno.
As cordas de poliéster, pelo menos na teoria, tende a ser mais neutras em relação à ação de certos produtos químicos. Isso fez com que algumas companhias utilizassem esse argumento para vender cordas para uso em ambientes industriais com possibilidade de contaminação química. Essas ações de natureza química, ainda que observadas e estudadas nas fibras, tem se mostrado irrelevantes em muitas situações práticas. De qualquer modo não tem sentido empregarmos uma corda de poliéster para qualquer situação de uso esportivo na montanha ou em trabalhos de resgate e operações táticas.
O Polipropileno é utilizado para cordas para resgate aquático. Mas mesmo nestes casos o Polipro está confinado na alma e a capa é confecvionado com o nosso velho conhecido nylon 6. Essa categoria de corda flutua na água, facilitando o prabalho de resgate principalmente quando há a necessidade de fazer com que a corda chegue até a vítima ou socorrista flutuando. Tem gente que imagina que esse tipo de corda é bom para rapel esportivo nas cachoeiras, mas está enganado. O polipro é um material muito mais frágil do que o nylon, e estas cordas foram desenvolvidas apenas para arrasto e içagem nas operações de resgate aquático. Executar rapéis sucessivos nesse tipo de corda pode ser perigoso.
Note-se que quando se quer montar sistemas de segurança em ambientes de trabalho, o padrão esportivo nada quer dizer. É importante que se esteja trabalhando com materiais adequados à situação em questão. Norma européia para segurnaça industrial ou norma norte-americana estabelecida pela OSHA, ANSI e exigente NFPA (National Fire Protection Association) é muito mais condizente com essas situações. A NFPA, apesar de ser um orgão que regulamenta os materiais para o uso em operações de resgate pelos bombeiros, eles dividem os materiais em pessoais (Classe I ou P) e de uso geral (Classe II ou G). Assim sendo é uma padronização perfeitamente aplicável para situações industriais, segurança em trabalho, operações táticas, resgate e, talvez o mais importante no nosso caso, para uso esportivo profissionalizado como em atividades de turismo de aventura organizados pelas companhias que atuam nesse segmento.
As cordas estáticas normalmente são fixas em uma linha única (simples). O fato do material dessa categoria ser mais duro e menos deformável faz com que, se compararmos com as cordas dinâmicas, apresentem muito menos atrito quando empregados para operações como rapel. O problema de superaquecimento e até a possibilidade de queimar a mão é um problema relativamente comum quando se executa uma descida convencional em corda estática simples, mesmo que esteja utilizando luvas. Deve-se considerar que a maioria dos aparelhos de segurança e freios de uso esportivo não foram projetados para serem utilizados em corda estática. Em muitos casos isso resulta em incompatibilidade de produtos.
Um dos procedimentos para evitar essa possibilidade é o emprego de oitos de resgate de grande formato e dar duas voltas de laçada com a a corda no aparelho. Isso agrava um pouco o problema de torcionar a corda, mas a controlabilidade aumenta muito.
Nos ambientes negativos é recomendável que se empregue aparelhos de atrito linear para o rapel. Isso minimiza o risco de encadeamento do efeito helicóptero devido à torção na corda. Para se aumentar o poder de freio de aparelhos lineares como plaquetas e ATC pode se conectar 2 mosquetões na corda para que a base da curva fique mais gorda.
IDENTIFICAÇÃO: É aconselhável que as cordas utilizadas para operações táticas e de resgate, principalmente as estáticas, sejam identificados individualmente para que torne possível o monitoramento do seu uso e do possível desgaste.
Uma das formas mais eficientes de identificar a corda é com o emprego de tubos de identificação que encolhem com a ação do calor. Esse produto é fabricado em um plastico transparente em forma tubular, que encolhe quando submetido ao calor. Assim, ele pode ser apricado sobre as pontas das cordas, sobre o qual se escreve os dados de identificação com pincel atômico com tinta à base de óleo e de bico fino e, sobre esse tubo aplica-se mais uma camada que serve como capa de proteção.
MARCAÇÃO DE UMA CORDA LONGA: Nem sempre é fácil trabalhar com as cordas longas.É quase sempre difícil encontrar a ponta quando ela já está aberta e, quando ela já está instalada de alguma forma quase nunca temos a correta noção de quanto mais sobra temos em termos de comprimento útil na ponta livre.
Assim sendo, as cordas longas devem possuir pontos de identificação a cada metragem definida. Um bom espaçamento está entre 25 a 35 metros. Essas marcas devem ser codificadas de forma que possa saber quanto de ponta temos em ambos os lados, assim como qual seria a ponta em questão. Esse tipo de organização pode ajudar muito na hora de executar o seu trabalho.
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