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Tecnologia dos Tecidos e Vestimentas |
Equipamentos de proteção removíveis São materiais de proteção removíveis, normalmente instalados pelo guia durante a progressão e retirados pelo participante. Excetuando os pregos de fenda que nescessitam ser martelados, praticamente todos os outros tipos de materiais móveis podem ser instalados sem o auxílio de outros equipamentos. Existem hoje no mercado uma infinidade de variedades com dimensão e formatos distintos.
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Equipamentos de proteção removíveis |
Quanto ao princípio de funcionamento existem basicamente dois tipos: Os materiais passivos e os ativos. Os equipamentos com princípio passivo possuem formato predominantemente em cunha, ainda que o perfil possa ser até hexagonal.
Esse grupo de material deve ser introduzidos numa fenda, num ponto de maior largura, e travada num ponto mais estreito e que possua rocha de boa qualidade. É normal submete-lo aos trancos puxando forte pela alça do cordelete ou pelo cabo de aço para trava-los na posição.
Os materiais ativos possuem um sistema expansivo, normalmente assistido por mola, que permite que se varie a dimensão útil. Assim, para instala-los deve-se puxar o gatilho para deslizar as cunhas ou fechar as abas de travamento, introduzi-los na fenda na posição desejada e soltar o gatilho para que ele expanda e fique travado.
Deve-se tomar cuidado com a angulação da corda e com a direção do choque no caso da queda. Esses materiais, mesmo os que funcionam com o princípio ativo, podem ser deslocados com o balanço da corda ou com o tranco da queda podendo até vir a pular fora da fenda. É importante que estes materiais sejam muito bem instalados para serem eficientes na função.
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Proteção móvel em
fenda com stoppers |
STOPPER: Um dos materiais mais consagrados de proteção em fenda, tem sido largamente utilizado pela versatilidade e baixo custo. São extremamente eficientes quando bem colocados. A sua limitação está no tamanho, pois pouquíssimos fabricantes produzem peças com mais de uma podegada de dimensão útil. São materiais totalmente passivos, devendo ser introduzidos nas fendas por partes mais abertas e travados nas partes mais fechadas. É sempre bom submeter esses materiais a ulguns bons trancos logo na instalação. Isso ajuda o material e ficar um pouco melhor entalado e sofrer menos risco de sair acidentalmente.
A sua remoção nem sempre é fácil, especialmente se o material segurou uma queda. O Stopper pode ficar encalacrado na fenda, e nesse caso é bom ter um saca-nut (nut tool) para extrai-lo.
NUTS EM GERAL: São equipamentos de colocação semelhantes aos stoppers, possuindo no entanto, formato e dimensão diferentes. Utilizou-se durante muito tempo os materiais como Titons, Tricams e Hexcentrics além de outros. No entanto, hoje esses equipamentos totalmente passivos vêm perdendo terreno para quipamentos ativos como os SLCDs.
Apesar de muitos escaladores modernos considerarem os Hexs materiais da idade de pedra, em muitos casos é vantajoso carrega-los, especialmente quando o fator peso for fundamental para o sucesso da escalada. Uma outra vantagem, que também pode ser extendida aos stoppers, é o menor custo na necessidade de abandono se tiver que deixar estações de rapel montadas numa descida de montanha ou numa situação de emergência. Proteção móvel em fenda com stoppers
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Proteção
móvel em fenda com SLCD |
SLCDs: Ainda que caros e pesados, os Spring Loaded Caming Devices têm se tornado o equipamento padrão de proteção em fenda dos escaladores modernos. Todos eles são equipados com cames móveis, assistidos por molas que os mantém na posição aberta. Com o auxílio de um gatilho, o escalador pode fechar o material e introduzi-lo numa fenda. Quando o gatilho é solto, os cams giram sobre o próprio eixo expandindo-se dentro da fenda. Deve-se tomar cuidado no uso desses materiais, pois têm a tendência de andar sozinho com o balanço provocado pela corda. A grande vantagem desses equipamentos está na facilidade de manejo, além de serem fortes mesmos nas fendas absolutamente paralelas e, em alguns casos, até nas abertas para fora e/ou para baixo.
Os materiais mais conhecidos dessa categoria são os Friends da Wild Country, Camalots da Black Diamonds e TCUs (Three Cams Units) da Metolius. Existem vários fabricantes menores como a Colorado Custom Hardwere (Aliens), Wired Bliss, etc.
Os SLCDs não devem ser utilizados na posicão de máxima expansão, exceto os Camalots (que por possuirem dois eixos que travam os cams podem funcionar como equipamento passivos).
Proteção móvel em fenda com SLCD
OUTROS EQUIPAMENTOS ATIVOS: Existem outros tipos de materiais de proteção assistidos, porém não pelos cams. Estão nessa categoria todos os tipos de slider nuts, que possuem invariavelmente duas peças que deslizam uma sobre a outra para criar o efeito cunha para expansão do material. Praticamente todos os materiais dessa classe são para fendas de pequena dimensão. Os slider nuts não devem ser utilizados na máxima expansão.
Os slider nuts não são muito fortes e necessitam de rochas de qualidade muito boas para serem confiáveis. São muitas vezes uma mão na roda para progressões artificiais, mas tomem cuidado ao emprega-los na escalada tradicional.
Também faz parte desse grupo os Bigbros, materiais em forma de tubos com um gatilho e uma mola interna equipados com uma trava em rosca. Ao contrário dos slider nuts, Bigbros foram feitas para fendas largas da categoria offwidht.
PINS: Ou pregos de fendas, são materiais que devem ser martelados para dentro das fendas naturais da rocha. Dividem-se em várias categorias de acordo com tamanhos e formatos como RURPs (Realized Ultimate Real Pitons), Knifeblades, Bugaboos, Pitons, Baby Angles, Angles e Bongs. Procura-se não usar muito esse tipo de material, pois são agressivos ao meio ambiente (desagrega a rocha da fenda onde está sendo colocado). Um pin bem instalado é uma das proteções mais fortes que se pode ter.
Sempre que estiver escalando e encontrar um piton pré-instalado, recomenda-se que teste-o com trancos fortes. Se estiver com martelo à mão é bom até dar uma batidinhas para ver como ele está. Esses materiais podem ficar totalmente soltos com o tempo.
Os materiais que possuem colocação parcial devem ser laçados, e não costurados no olhal. O laço na base do piton causa muito menos alavanca do que uma costura no olhal.
Al. dos Nhambiquaras, 946 - Moema - São Paulo - Tel.: (11) 5052-8082 |