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(a) equalização básica em dois pontos |
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(b) equalização em dois pontos com backup |
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(c) equalização básica em três pontos |
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(d) variação de equalização em três pontos |
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(e) variação de equalização em três pontos |
A montagem do ponto de parada é o primeiro passo na direção da definição da qualidade de segurança nas escaladas.
Os pontos podem ser naturais (bico de pedra, árvores, etc) ou artificiais (grampos, chapeletas e outros materiais de proteção).
Um ponto natural deve ser suficientemente sólido e adequado para não comprometer a segurança. Esses devem ser laçados com fitas de nylon. Se você encontrar um ponto de parada natural já equipada com fitas, estas devem ser checadas e eventualmente substituidas antes de utiliza-las.
Quando se utiliza ancoragens artificiais deve-se tentar fazer paradas com pelo menos dois pontos fortes equalizados (ou pseudo-equalizados), fixos ou móveis.
Toda equalização deve ser à prova de falhas, isto é, se por acaso uma das chapeletas, grampos ou peças móveis vier a falhar, ainda assim o sistema deve resistir. O mesmo vale para os mosquetões e fitas empregados na montagem.
Deve-se empregar mosquetões de grande dimensão como ponto central de fixação. Se possível dois mosquetões invertidos e travados. Tudo que nele(s) for(em) conectado(s) deve(m) sofrer checagem prévia antes de aliviar a carga e, todo o sistema de backup deve também ser checado antes que algo seja dele desconectado(s).
Na falta de mosquetão próprio (grande dimensão com trava), pode-se empregar dois mosquetões ovais invertidos como ponto central de fixação. A desvantagem nesse caso é a pequena capacidade (espaço físico, não a carga) do conjunto.
A angulação da fita ou solteira de equalização é um ponto que merece uma atenção especial. Quanto mais aberto for o ângulo de convergência, maior será o fator multiplicador de carga que se aplica no ponto central. Em termos ideais o ângulo deve ser inferior a 60º, e o valor de 90º pode ser considerado como limite máximo. Acima disso a carda se multiplicará violentamente, sendo que a força resultante é uma função exponencial.
| Ângulo de convergência
179º
170º 150º 140º 120º 90º 45º 0º |
Força resultante 5720% 1150% 200% 150% 100% 70% 54% 50% |
Utilizando-se esta tabela, é relativamente fácil para inferir o ângulo máximo admissível em situações diversas. Por exemplo, para a equalização de ponto de para da o ideal é trabalhar com a angulação inferior a 90º. Já para a operações em tiroleza seria recomendável manter o ângulo não muito superior a 160º. Ainda assim, pelo menos em termos estruturais, estaríamos trabalhando com algo em torno de 4 a 5 vezes a carga do peso em questão. Numa operação de resgate onde esteja pendurado uma maca com vítima e mais o acompanhante pode facilmente atingir uma carga estrutural da ordem de 1000 ou 1200 kg. Voltaremos a falar desse assunto mais para frente.
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