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Assunto: Escalada em Rocha
Título: Montagem de pontos de parada
Autor: Luiz Makoto Ishibe

(a)
equalização básica em dois pontos

(b)
equalização em dois pontos com backup

(c)
equalização básica em três pontos

(d)
variação de equalização em três pontos

(e)
variação de equalização em três pontos

A montagem do ponto de parada é o primeiro passo na direção da definição da qualidade de segurança nas escaladas.

Os pontos podem ser naturais (bico de pedra, árvores, etc) ou artificiais (grampos, chapeletas e outros materiais de proteção).

Um ponto natural deve ser suficientemente sólido e adequado para não comprometer a segurança. Esses devem ser laçados com fitas de nylon. Se você encontrar um ponto de parada natural já equipada com fitas, estas devem ser checadas e eventualmente substituidas antes de utiliza-las.
Quando se utiliza ancoragens artificiais deve-se tentar fazer paradas com pelo menos dois pontos fortes equalizados (ou pseudo-equalizados), fixos ou móveis.

Toda equalização deve ser à prova de falhas, isto é, se por acaso uma das chapeletas, grampos ou peças móveis vier a falhar, ainda assim o sistema deve resistir. O mesmo vale para os mosquetões e fitas empregados na montagem.

Deve-se empregar mosquetões de grande dimensão como ponto central de fixação. Se possível dois mosquetões invertidos e travados. Tudo que nele(s) for(em) conectado(s) deve(m) sofrer checagem prévia antes de aliviar a carga e, todo o sistema de backup deve também ser checado antes que algo seja dele desconectado(s).

Na falta de mosquetão próprio (grande dimensão com trava), pode-se empregar dois mosquetões ovais invertidos como ponto central de fixação. A desvantagem nesse caso é a pequena capacidade (espaço físico, não a carga) do conjunto.

A angulação da fita ou solteira de equalização é um ponto que merece uma atenção especial. Quanto mais aberto for o ângulo de convergência, maior será o fator multiplicador de carga que se aplica no ponto central. Em termos ideais o ângulo deve ser inferior a 60º, e o valor de 90º pode ser considerado como limite máximo. Acima disso a carda se multiplicará violentamente, sendo que a força resultante é uma função exponencial.

Ângulo de convergência
179º
170º
150º
140º
120º
90º
45º

Força resultante
5720%
1150%
200%
150%
100%
70%
54%
50%

Utilizando-se esta tabela, é relativamente fácil para inferir o ângulo máximo admissível em situações diversas. Por exemplo, para a equalização de ponto de para da o ideal é trabalhar com a angulação inferior a 90º. Já para a operações em tiroleza seria recomendável manter o ângulo não muito superior a 160º. Ainda assim, pelo menos em termos estruturais, estaríamos trabalhando com algo em torno de 4 a 5 vezes a carga do peso em questão. Numa operação de resgate onde esteja pendurado uma maca com vítima e mais o acompanhante pode facilmente atingir uma carga estrutural da ordem de 1000 ou 1200 kg. Voltaremos a falar desse assunto mais para frente.

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