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Tecnologia dos Tecidos e Vestimentas |
- Trava a corda que eu vou cair!!! - ou - Fique atento, estou na merda e posso cair a qualquer momento!!!
Você provavelmente ouviu (ou ouvirá) estes tipos de frases de um companheiro de escalada um dia e é muito provável que já tenha gritado para o seu segurador também. E se isso ainda não aconteceu, é apenas uma questão de tempo. A única chance que você tem de evitar isso é desistir do esporte. Mas como isso provavelmente não vai acontecer, quando estiver trabalhando vias difíceis, possivelmente gritará coisas desse gênero para o seu companheiro antes de se atirar ou cair.
Nessa hora, aquele que está na qualidade de segurador fica (mais) atento e, assim que o guia decolar, travar o aparelho de segurança e se preparar para absorver o impacto da queda.
Nota-se este tipo de procedimento mesmo entre os escaladores relativamente experientes e, ainda que não possa ser julgado como errado, está aquém do ideal (ou do que se espera de um bom segurador).
Um segurador que se preze não trava a corda até o momento exato do impacto. Um verdadeiro belay machine mantém a corda pré-retesada nos lances em que ele sente a potencialidade da queda e, assim que o guia levantar o vôo, passar a recolher a corda de volta.
Tudo acontece muito rápido durante uma queda, mas mesmo nos tombos relativamente pequenos (bem no estilo de escalada esportiva), um segurador consistente consegue recolher um pouco de corda.
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GriGri |
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(a) e (b): aparelhos de freio linear; (c), (d) e (e): aparelhos
de freio contorcionais |
Os mais eficientes aparatos de segurança para se recolher e travar a corda sem sombras de dúvidas são os autobloqueantes. Além do mais, nas quedas grandes, o GriGri possibilita que o segurador recolha mais de uma caçada de corda sem comprometer a segurança.
O ATC, Tuber e plaquetas vêm em seguida. O fato destes aparatos trabalharem sem submeter torção na corda facilita o procedimento. Mas nos tombos grandes, o segurador que der mais de uma caçada, deve preparar-se para a possibilidade de receber o impacto justo na hora da troca de mão, o que exige uma atenção (e concentração) redobrada.
O velho oito e outros aparatos que torcionam a corda perde um pouco dos que trabalham com princípio de atrito linear, principalmente se a corda estiver muito torcida ou se ela for velha e inchada.
Existem diversas formas de se montar sistemas de segurança para esportes de escalada, de acordo com a situação e materiais (equipamentos) empregados. No passado, já houve a época em que se empregava cordas de sisal dando volta em torno da cintura do escalador para ministrar segurança para o guia. Felizmente hoje não mais dependemos desse tipo de sistema pouco seguro (tanto pelo material quanto pela técnica). O desenvolvimento do esporte e dos materiais facilitou muito a nossa vida de forma que esportes de escalada tornou-se uma prática accessível para todos.
Um ponto que merece atenção maior é acerca da diversidade dos materiais disponíveis no mercado e as suas particularidades. Existem diferentes materiais que requer conhecimento detalhado das suas particularidades para poderem ser empregados de forma segura e correta. Também existem equipamentos que funcionam melhor numa determinada situação do que outros. Conhece-los bem é fundamental para poder desenvolver-se nesse esporte sem se expor ao risco desnecessário.
Al. dos Nhambiquaras, 946 - Moema - São Paulo - Tel.: (11) 5052-8082 |