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Tecnologia dos Tecidos e Vestimentas |
No começo dos tempos, quando os esportes de escalada avançou para terreno técnico e exigiu o uso de equipamentos, as cordas empregadas eram feitas de fibras naturais como o sisal. Essas cordas comportavam de forma estática e perdiam muita resistência quando molhadas. Os testes de laboratório mostra que eles podiam arrebentar mesmo com choque de quedas de fator baixo, da ordem de 0,25.
A segurança de escalada naquela época era um procedimento pelo qual se passava a corda em torno do corpo, pois não existia equipamentos apropriados. E a Sierra Club demonstrou, durante as décadas de 30 e 40, que se o segurador deixasse a corda correr na hora da queda do guia, o impacto poderia ser minimizado de uma forma bastante significativa. Esse sistema de ministrar segurança de forma que o segurador possa deixar a corda correr na hora da queda do guia tornou-se conhecido como Segurança Dinâmica.
Essa conclusão acabou criando naquela época uma regra sagrada: A corda deve correr. É obvio que deixar a corda correr gerava outros problemas como a possibilidade de sofrer queimaduras por atrito ou mesmo do guia acabar descendo muito até bater em obstáculos naturais. Mesmo assim deixar a corda correr era mais seguro do que simplesmente travar.
Hoje, com o desenvolvimento das modernas cordas dinâmicas, a necessidade de ministrar segurança dinâmica desapareceu. Todo o sistema de seguança dos esportes de escalada, pelo menos na sua configuração atual, é estática. Até existem no mercado equipamentos auto-bloqueantes consagrado como o Gri-Gri. Mas o conceito da segurança dinâmica não deixa de ser interessante.
O fato de utilizarmos a corda dinâmica de ultima geração não significa que o sistema de segurança em si seja dinâmica. Nem o fato de trabalharmos com o aparelho de segurança conectado na cadeirinha para se ter uma folga de movimento permite caracterizar o sistema de segurança como tal. Esses tópicos nada mais são do que o resultado da evolução dos equipamentos e da técnica.
Mas conhecer o sistema e a correta técnica para ministrar segurança dinâmica, pelo menos para escaladores avançados, pode significar uma economia considerável em desgaste de equipamentos, principalmente nas quedas de alto fator. Isso pode ser especialmente útil quando se estiver trabalhando bigwalls e vias complexas em locais remotos onde não se tem folga para poder levar materiais de reserva.
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