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Tecnologia dos Tecidos e Vestimentas |
Rapel clássico é um procedimento pelo qual se necessita apenas de corda para executar a descida. Considerando-se a época atual, pode se dizer que se passa de quase-uma-estupidez, sendo que não tem sentido uma pessoa estar na situação de necessidade desse tipo de técnica levando corda, mas sem a cadeirinha e conjunto de descida.
Mesmo que tenha perdido o freio (deixou cair?), ainda assim sempre temos mosquetões para se montar um six-carabiners brake.
Muitos cursos básicos no Brasil ainda mantém o rapel clássico como tópico obrigatório, mas na minha opinião é mais um anacronismo que se verifica no esporte nacional.
Eu particularmente não vejo a necessidade de se aprender esse tipo de técnica. Principalmente as pessoas menos experientes não devem aventurar com essas coisas.
Afinal, um esporte como o montanhismo deve ser praticado dentro dos padrões atuais. É isso que possibilita a otimização de todos os sistemas que determinam o grau da segurança, assim como das possibilidades técnicas.
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Montagem do sistema six-carabiners-break para descida em rapel |
No entanto, como se trata de termo que se ouve com frequência, incluo nessa apostila como uma curiosidade histórica. Os interessados podem experimentar em campo-escolas. Com uma boa técnica se é possível de descer mesmo os grandes negativos. No entanto, os interessados devem ir devagar, aumentando a pendência da parede muito gradualmente.
Tecnicamente falando, para se executar esse tipo de descida, o escalador deve passar a corda no meio das pernas, traze-la para frente laçando uma coxa e joga-la por cima do ombro oposto. Feito isso segura-se a corda que desce pelas costas com a mão do mesmo lado da coxa laçada (inverso ao ombro).
A descida é controlada com o atrito da corda com o corpo, especialmente a região da nádega e do ombro/pescoço. Deve-se certificar de que está com uma BOA proteção no conjunto ombro/pescoço. Se acaso não estiver, pode terminar a descida com uma bela queimadura por atrito de corda.
Especial cuidado deve-se tomar com as cordas molhadas, pois apesar de não ter problema de atrito (não fica mais lisa como muitos pensam), a sujeira (areia, principalmente) que gruda na corda pode estraçalhar a roupa com uma facilidade inclível.
![]() corda passa por meio das pernas e é jogada frontalmente sobre
o ombro oposto. |
![]() corda que desce pelas costas é segurada para controle da descida. |
![]() traseiro e os ombros devem estar bem protegidos durante a descida. |
A corda passa por meio das pernas e é jogada frontalmente sobre o ombro oposto.
A corda que desce pelas costas é segurada para controle da descida.
O traseiro e os ombros devem estar bem protegidos durante a descida.
Nem é preciso avisar os rapazes que deve-se ajeitar muito bem a(s) corda(s) quando passa-la por meio das pernas. Vale ainda reforçar que é uma prática de alto risco, pois qualquer erro pode resultar em severos ferimentos ou mesmo a morte. Qualquer pessoa que se aventure a tentar essa técnica, deve faze-lo com muita conciência e, se possível assistido por uma corda paralela de segurança atada na cadeirinha.
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