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Tecnologia dos Tecidos e Vestimentas |
Quando se fala de treinamento específico para escalada, excetuando bouldering e as séries de exercícios de tronco superior, a prática de toprope é uma das práticas predominante. Aliás, não só no treinamento, o top rope é regularmente praticado como parte inerente da escalada em rocha (e mais ainda na escalada esportiva).
O top rope, apesar de ser uma atividade aparentemente simples e seguro esconde algum risco, principalmente quando praticado em ambientes dispersivos onde existem bastante pessoas circulando.
Quase que 100% dos acidentes em top rope acontecem por desatenção. Estatisticamente falando, mais da metade dos casos, por incrível que pareça, ocorrem por falha do segurador. Os acidentes têm acontecido até na hora de descer alguém de baldinho.
Então procure saber quem está te segurando. Isto é especialmente importante nos muros urbanos, onde circulam muita gente e o bate-papo é inevitável. O GriGri é o equipamento ideal para este tipo de ambiente.
Mas isso não quer dizer que o risco não se encontre no escalador (ou nos seus atos). Aqui também a causa freqüente é o desvio de atenção e o exibicionismo. Muita gente interrompe o fechamento do cinto-cadeirinha ou do nó de encordoamento por um bate-papo (ou entrevista para imprensa ou coisas assim).
Então é bom cultivar o hábito de checar tudo antes de começar uma escalada. Mesmo a Linn Hill (ex-campeã mundial de escalada esportiva e a única pessoa no mundo a escalar inteiramente em livre o The Nose Route até a virada do terceiro milênio) já caiu até o chão devido a um descuido destes.
A seguir, algumas dicas:
Encordamento: é relativamente comum no Brasil as pessoas praticarem o toprope com um loop fechado com o nó em oito na ponta de corda, preso na cadeirinha com um mosquetão de trava. Mesmo utilizando os mosquetões de trava automática este procedimento não é o mais seguro e não é recomendado. Sempre deve-se encordoar com a corda diretamente na cadeirinha, e não existe situações fora de regra.
Lembre-se de checar o fechamento da cadeirinha e o nó de encordoamento, assim como a cadeirinha do seu companheiro. Montagem do sistema de segurança idem.
Ancoragem do segurador: é comum a prática de toprope com o segurador solto no chão. Mas em termos ideais, ele deve estar ancorado em um ponto fixo, especialmente se o seu companheiro for uma pessoa mais pesada.
Sistema de ancoragem superior da corda: espera-se que no sistema superior do toprope estejam instalados pelo menos dois pontos independentes de ancoragem (equalizados ou pseudo-equalizados).
Os pontos de ancoragens compostos de dois pontos verticais conectados com uma única corrente deve receber um backup vindo do ponto superior.
Caso encontre dois grampos dispostos lado-a-lado, não é uma boa idéia montar o sistema superior passando a corda por dentro dos olhais. A configuração em duas curvas de 90 graus torce muito mais a corda do que uma conexão central. Dois pontos lado a lado devem ser equalizados em um único ponto para top rope.
Mesmo as ancoragens fixas com correntes (e mosquetões de inox) sofrem desgaste. A corda suja cava sulcos em metal. Todos os sistemas de ancoragens fixas devem ser assistidas com backup até o último momento. Se o material estiver sulcado (checagem visual), este deve ser substituído.
Grau de conservação dos materiais: apesar da inexistência do impacto, mesmo em toprope deve ser evitado o uso de materiais velhos e/ou baleados, especialmente as cordas e as cadeirinhas. Uma corda em mau estado, se estiver sujo, pode facilmente romper a capa durante a descida em baudinho no ponto de atrito superior.
Aliás, por falar em corda, os materiais estáticos também devem ser evitados. Os materiais de toprope, pelo menos em ambiente natural, devem ser exatamente os mesmos utilizados em escaladas guiadas.
Comunicação: os escaladores de top rope não possuem o costume de avisar o segurador no momento da queda (em geral), sendo que a maioria simplesmente se larga confiando integralmente na segurança. Este procedimento pode ser perigoso devido a possibilidade da distração do segurador. É sempre bom dar um toque antes de se entregar.
Al. dos Nhambiquaras, 946 - Moema - São Paulo - Tel.: (11) 5052-8082 |