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Tecnologia dos Tecidos e Vestimentas |
Este é um equipamento que dispensa apresentações. O seu uso não era muito comum na escalada em rocha até o fim da década de 80, sendo empregado basicamente em montanhismo, escalada alpina, grandes paredes e, eventualmente, nas vias tradicionais e nas conquistas.
A partir dos anos 90, verificou-se um desenvolvimento técnico muito grande no esporte, além de um aumento significativo no número de adeptos. Os praticantes passaram a escalar vias cada vez mais difíceis e em ambientes mais congestionados. E como se isso não bastasse, veio também a onda da escalada em gelo e mista, num fenômeno que foi chamado de ice revolution. Esses processos fizeram com que o capacete se tornasse um equipamento praticamente indispensável no arsenal de um escalador.
O capacete de escalada considera duas situações: impacto de objetos em queda e o impacto de um corpo em deslocamento contra objeto sólido estático (caso de queda do escalador).
No entanto, o usuário tem que entender que o capacete não consegue eliminar os riscos de acidente. Um impacto na cabeça proveniente da queda de um objeto de 1kg vindo de uma altura de 10 ou 20 metros pode matar um escalador, mesmo que este esteja utilizando capacete. Da mesma forma, se um escalador em queda acertar um platô ou um bico de pedra, as consequências podem ser sérias, independentemente do uso desse equipamento.
Então é importante que os escaladores tomem atitudes preventivas para evitar situações de risco em termos de queda de objeto e escalar sempre atento visualizando a linha de queda, além de não se arriscar em lances de perigo.
A partir do momento em que você passa a usar o capacete, existe mais um ponto importante a considerar: usar um equipamento adequado e usá-lo corretamente. Existem considerações estruturais importantes que regulamentam o padrão de segurança no esporte e estas não devem ser negligenciadas. Igualmente importante é a correta utilização no que diz respeito ao tamanho e aos ajustes.
O problema é que um capacete bem ajustado é menos confortável do que um folgado (caso em que a eficiência do capacete fica comprometida devido à mobilidade na cabeça). O ajuste das fitas é especialmente importante para que o equipamento não se desloque para frente ou para trás.
Os capacetes disponíveis no mercado são geralmente fabricados em material plástico, mas existem também modelos laminados de fibra sintética (vidro, carbono, kevlar, etc) e modelos injetados em espuma de alta densidade. A maioria deles pesam abaixo de 400 gramas e são dotados de sistema de triangulação da alça e de ajuste no tamanho de cabeça.
Não é totalmente incomum que capacetes de plásticos quebrem quando submetidos a um impacto forte. Quando isso acontece, as bordas da rachadura podem causar cortes na cabeça. Existem modelos no mercado com uma espécie de forro de espuma injetado de alta densidade para minimizar esse problema.
Uma forração interna com espuma de células fechadas de alta densidade previne contra ferimentos via estilhaçamento.
Detalhe de gancho para colocação de lanterna frontal.
Independente do modelo que se utilize, é importante que ele esteja munido de um sistema eficiente para prender a lanterna frontal. A ventilação é outro assunto que deve ser considerado, mas furos laterais enfraquecem a estrutura e aberturas podem potencializar os problemas decorrentes de impacto com objetos pontiagudos (perfuração).
Se você um dia estiver numa área com potencialidade de queda de objetos, não fique olhando para cima desnecessariamente. Houve casos de pessoas que, mesmo estando de capacete, receberam o impacto de queda de objetos no rosto por estar com a cabeça demasiadamente levantada. Caso esteja com mochila ou qualquer outro objeto que sirva de escudo extra em uma situação de risco eminente, posicione-o sobre a cabeça se isso for viável. Nunca olhe para cima para ficar monitorando a linha de queda de objetos.
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