Assunto: MountainBike
Título: Acessórios
Autor: Luiz Makoto Ishibe
Quando se fala em acessórios, primeiro você deve considerar que, pela legislação brasileira, para sua bicicleta andar na rua ela deve ter espelho retrovisor e um sinalizador sonoro (pode ser até o velho sininho). A maioria das bicicletas é também vendida com refletores para o uso noturno. Mas existe ainda um punhado de acessórios que você deve providenciar antes de sair para a atividade.
Nenhum destes itens é obrigatório ou essencial para que a bicicleta ande. Mas podem ser úteis e tornar a prática até mais divertida.
Barend. É um equipamento quase obrigatório para MTB de cross-country. Possibilita mudança na pegada para não causar stress localizado na mão, e a empunhadura longitudinal é mais conveniente nas subidas – principalmente se você gosta de pedalar em pé.
Ciclo computer. É o seu controlador de percurso, no treino ou na prova. Existem inúmeros modelos disponíveis no mercado. Para corrida de aventura seria legal ter um modelo com iluminação própria, mas não é fácil achar um que tenha esse recurso. Os modelos sem fio são mais convenientes para Mountain bike, pois não correm o risco de enroscar os cabos frágeis nas trilhas.
Barend e farol
Ciclo computer
Bolsa de selim Bolsa de selim. Esse não é um equipamento fundamental e é normalmente considerado feio, mas facilita a sua vida. Não compre nada pequeno demais.
O ideal é que consiga acomodar pelo menos duas câmaras de ar reserva, espátulas, kit de ferramentas e o remendo da câmara.
As câmaras de ar reserva devem ser enroladas em um tecido macio, ou então a trepidação pode fazer com que o atrito com objetos mais ásperos acabe provocando um desgaste localizado (efeito lixa) e eventualmente abrindo um furo.
Kit ferramenta. Existem algumas ferramentas padrão que você deve carregar consigo: espátulas, chave de corrente e algumas chaves arlen (2mm p/ SPD, 5 e 6 mm como medidas universais para ajustes diferentes) e chave de fenda para limitador dos passadores de marcha (câmbio).
Jogo de chaves
Kit remendo de câmara e elo de corrente. Os pneus de bicicleta não são resistentes como os dos carros ou motos. A limitação do peso não permite fabricar um produto que seja confiável a ponto de não termos que nos preocupar com pneu furado. Mesmo os pneus sem câmara furam. A corrente é a peça de bicicleta que mais problema pode dar. Assim sendo, é bom ter um elo extra para poder reparar sem deixa-la mais curta.
No caso dos modelos de corrente HG73 e HG93 da Shimano e de todos os modelos da SRAM, a emenda com chave de corrente convencional não é recomendável. Nesses casos, é preferível o uso de pino de corrente especial da Shimano ou PowerLink.
Elo de corrente
Elo de corrente PowerLink
Bomba e suporte para caramanhola
Protetor de barra do triângulo traseiro
Bomba. Não adianta você ter o kit reparos de câmara de ar se não tiver uma bomba. Note que existem muitas bombas no mercado. Os modelos que utilizam o alumínio no corpo principal são mais eficientes que os de plástico. Os modelos pequenos são simpáticos, mas levam a vida toda para encher um pneu, além de sua eficiência ser menor.
Suporte de caramanhola. Seria bom poder andar de MTB sem necessidade de água. Muita gente carrega hoje uma mochilinha ou pochete com sistema de hidratação, mas há situações em que a caramanhola pode ser mais conveniente. Se você anda de full suspension, vai reparar que o espaço interno do triângulo do quadro é menor. Nesse caso os modelos de encaixe lateral são mais convenientes.
Protetor da barra do triângulo traseiro. Com a trepidação da trilha a corrente balança e pode machucar a barra estrutural do triângulo traseiro. Muitos modelos de MTB vêm com um adesivo ou protetor de neoprene para proteger o quadro.
Sistema de iluminação. Se você gosta de andar no escuro, deve ter um sistema de iluminação que consiga mostrar o terreno por onde você vai passar e que também consiga sinalizar para outros veículos e pessoas que você está lá.
A sua visibilidade do terreno é tão importante quanto a visibilidade que os outros têm de você. Pesquise bem os produtos, pois nem tudo que está disponível no mercado é bom.
Sapatilha. Tem muita gente que argumenta que o firma pé é mais seguro que o SPD (e outros sistemas de encaixe) por ser mais fácil liberar o pé do pedal. O argumento pode ser válido para pessoas inexperientes, mas com um pouco de prática você vai ver que o sistema de encaixe, além de possibilitar um pedalar mais redondo, é também menos traiçoeiro.
O SPD pode até endurecer com lama ou sujeira, mas a inconveniência fica mais no encaixe que no desencaixe. O pé fixo no pedal te dá mais controle da bike, além de te ajudar muito nas subidas.